deixa o mais tarde pra amanhã

vem

.                                 vai

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.                                                                                        aqui, agora, jamais ou sempre.

 

toda e qualquer coisa, ou nada.

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tem

teve, foi, levou

naquele minuto tudo estava dito

não é sobre quem perdeu ou ganhou

 

por alguns segundos o verbo era toque

por alguns segundos o toque era tudo

você chegou e trouxe seu rock

e na despedida deixou o mundo mudo

 

(e foi você)

 

não diria nem “se eu pudesse”

naquele momento não havia o que permitir

não seria diferente nem que quisesse

no devir, com a pele mais forte que o aço

por esse tempo todo, eu morei naquele abraço

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Discurso de ode.

Ode à reflexão, à cria, e à criatura.

São de noites como dias, e dias como noites que precisamos mais.

Tudo contempla, o tempo a paciência; todos necessários para o momento. Momento de alegria, comemorações. Nem tudo é padrão, e nem tudo parece estar posto, mas está. Do fundo da alma, desse caminho que sai pelo peito, e quanto mais sai mais enche, e alegra. Evito olhar muito, pois tenho muito guardado. E não é do momento guardar tanto. Mas guardo o lado livre, das experiências e crescimento. Quando se rompe com o mundo, as convenções, a sistemática, a estética, tudo isso. É aí que mora o renascimento.

Sou grato por quem se importa, quem faz por querer bem, e quem é puro no sentimento. Estamos todos vivendo, e precisamos nos apegar aos bons. Que a jornada é sem sentido, mas a busca por ela só toca em boas experiências. E perdão pelo chavão, mas quanto mais dividimos mais temos.

Em mais tempos

Em tempo

Nos temos.

 

“Tudo está dito Tudo está visto Nada é perdido Nada é perfeito Eis o imprevisto Tudo é infinito” (Augusto de Campos)

 

Tem o peso, a má visão e o julgamento. Absorvo e me irrito, mas o perdão chega, e isso é mais importante que tudo. (Mãe)

 

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Guardar – Antonio Cicero

 

 

Ah, e Fora Temer!

Julga-mente.

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Do alto da ansiedade, pálpebra maluca, e cansaço; prefiro ver graça agora. Graça do nervosismo, da própria ansiedade, e da passividade. Reconheço na minha própria história, memórias de situações parecidas. Quando a própria poeira começa a baixar. Que como num efeito lisérgico, onde o corpo sente-se e interpreta em repouso; mas aos fora da alucinação, há um samba encima de pó fino em terra batida, circulando no ar em volta da dança ébria deste personagem, atrapalhando a visão, e principalmente respiração.

Em dado momento, até o mar se acalma. E de certo ponto de vista, a sua fúria também é calma, que acalma corações abertos e sensíveis ao tempo e presença.

Nesse momento a poeira começa a baixar, da inércia decrescente que a falta de estímulo trás (do bom lado da passividade), e faz dar lugar à novas ondas desse mesmo mar, que nunca é o mesmo, embora seja sempre mar.

Há uma ansiedade de não ter muito o que pensar, e proporcionalmente uma vontade de voltar a se empolgar totalmente com algo, de novo. Dicotômico, e confuso. Nenhuma novidade.

A gente se empolga e se convence das coisas. E por mais cartesiano que eu pareça -à maioria- vive em mim uma fusão de Platão e Schopenhauer, com ideais plausíveis e um coração frágil. Uma fraqueza sazonal, graças a minha vida cíclica. E sim, dizer fraqueza denota um julgamento da própria vontade. Daí, exponho minha dialética falha. Certas sínteses são impossíveis(?).

Se o meu mar tivesse pálpebra, ele não derramava. Mesmo que sobrecarregadas, pálpebras são mais fortes que nós. Protegem nossa arma e porta mais sensível, de onde vem toda a paixão.

Há uma força invisível. Talvez vento, talvez furacão. Mas não tenho medo do que não vejo, a sensibilidade que favorece um ferimento também prevê uma inundação. Inclusive não quero seca, quero água em movimento de dia, e rastro da lua na calmaria, depois. De um jeito que mesmo sem motivo, um grupo queira se afogar num infinito escuro que não assusta. É ano novo, e enquanto houver força em meu peito, eu não quero mais nada.

Quadradismo

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Dançar de acordo com a música

ou colocar a música que souber dançar, pra tocar.

Manter o pensamento e subverter o ideal pela própria conveniência.

Como alguém que não se repete.

 

 

Realmente não me interessa o que me faz mal,

me interessa só o que não me torna bom.

Pra pegar antes da ponta o erro, o nó, o tom.

Pois por mim, com boas intenções, corre um caminhão.

Mas o caos só é mesmo caos, quando toca o chão.

 

 

O que não interessa, logo a gente lança mão,

foda-se a forma, tem a ver com lugar!

Onde está, foi, ou pretende estar.

A procura muda, e pra isso não há tanta previsão.

 

 

Não finjo me apegar a loucura.

Na verdade tem muito mais a ver com o racional.

Dentro da cabeça é “ok”, e no coração que é “vem”.

Vamos assistir uma explosão juntos?

Te dou uma carona depois, pra minha confusão.

 

Da maior importância, da grande beleza, e das mais puras vontades.

Secando os fluídos criativos, e consumindo os recursos de sono.

Chega a ser obsceno, lindo, e ao mesmo tempo bizarro.

De tanto que é muito.

Per fas et nefas

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Épocas de mudanças, acidentes, constrangimentos, aventuras, tomadas de consciência (e de inconsciência também), novos olhares, velhas visões, novas pessoas, velhos rolês, e loops.

É tudo uma questão de exposição, aceitação e timming. E sorte, claro.

A grande dúvida é sobre a revolução se justificar. É preciso manter os ideais. E as permissões?

Não consigo me fechar pra inconsequências. Não sei se é medo, responsabilidade, ou burrice. Sei que por todo meio, só quero uma direção. Segundo Schopenhauer, O perfeito homem do mundo seria aquele que jamais hesitasse por indecisão e nunca agisse por precipitação. Ok, posso finalmente ter as decisões, mas a ansiedade acumulada só atrapalha quanto a precipitação. O homem ideal não deve ser ansioso.

Estou amarrado mais com as minhas decisões, do que com meus objetivos. Vejo paridade entre eles, mas estou tomando o caminho por uma perspectiva diferente. Pela primeira vez.

Já diria Gonzaguinha: Um homem se humilha, se castram seu sonho. Seu sonho é sua vida. E vida é trabalho.

Dentro desses focos, o esforço é de não se perder nas folgas, nos vazios, nas quartas, quintas ocupações. Lá de onde viría o lazer…

virá a tentativa, a confusão, a chance, a observação, a falência, a ascenção, a escrita, a música, o tato, o exercício, a dicotomia, a amizade, o não, a crush, ou só o cansaço mesmo.