Desde-quilíbrio

(De 19 de setembro de 2015)

O eco propaga, mas confunde.
A luz atravessa/percorre num instante, mas ofusca.
A discussão trás a tona, mas o choro trás à angústia.
Os cães latem, mas não se entendem, nem se acalmam.
Os lixeiros passam, trabalham, mas não conhecem a noite.
O guarda apita, mas não tem em segurança nem o apito.
O nariz pontua, mas não tem ponto.
O cérebro disserta, mas não conclui.
A janela aberta, não trás nem ar fresco.
A viatura promete segurança, mas procura sangue.

O ruído é o que mais consola, mas pra desconsolo já já vem o dia.

O pedido de ajuda grita, mas incomoda.

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