Estação do acaso.

 

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Esperando o mundo nascer de novo, passo pelas lembranças que conscientemente retoquei, pensando ser ferramenta de ajuda. Foi só descompasso no espaço.
Chovei um pouco hoje lá em casa, e a tristeza tava também. Lembrei daquela estória de passar um sábado rindo, deitado no chão, do dia que isso aconteceu, de quando realmente discutíamos Caetano, e de quantas luzes compridas nos deixaram mais belos um pro outro. Fomos algumas vezes pela via dutra. Sítio e quando você me tirou de casa e me levou na praia, mas lembro com mais felicidade e sem culpa quando fomos à tal da cidade, que ficou esclarecida com você, maravilhosa.

Com você eu voei pela primeira vez, no ar e no solo. Desde a conversa em um gramado num lugar perdido de Minas, onde nem seríamos capazes de voltar sozinhos. Mas voltar pra onde? Você faz melhorar tudo que há.

Nós conseguimos existir juntos em alguns tempos que não passaram, em tudo que é. E até um caminhão de gás vai me lembrar você.

Como o que era engraçado no começo acabou virando um grande problema, e ferindo a coluna construída pra sustentar tanto? É como se um espírito de prisioneiro roesse com alguma ferramenta essa coluna, um tanto por dia, de forma praticamente invisível. Talvez seja melhor de entender quando o carnaval passar.

Vou procurar um lugar escondido pro meu lamento. Talvez ele vaze de vez em quando, como agora. Talvez eu recaia sobre a mesma tristeza e tentativas, talvez eu espere. Mas com certeza ainda guardarei amor pra quando esse escarcéu passar.

Não queria virar um chato, queria ser um sonho bom. Mas o que que a gente faz com aquela angústia? O pior é que todo mundo sabe como machuca, e a gente não conta mesmo pra ninguém.

O foda é que o comércio estava pronto. Eu não.

Odeio despedidas. E se as canções de amor inventam o amor, eu vou ouvi-las sem parar, pra que o amor continue existindo.

Espero que a vida melhore aqui (dentro da minha cabeça)

Continue andando como se a calçada fosse só sua. Queria passar junto, mas agora sou um cartaz.

 

 

Vou continuar me perguntando porquê, enquanto o mundo cão gira, e lembrando que queria ver ele girar de cima com você, mas quem se importa?

(ainda) É segunda-feira, amor.

 

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